terça-feira, 15 de novembro de 2016

Definição do Átomo

Há mais de 2.000 anos, o filósofo grego Demócrito disse que se um objeto fosse dividido em partes cada vez menores, o resultado seria pedaços tão pequenos que não seria possível dividí-los.

E chamou esses pequenos pedaços de átomos palavra grega que significa inseparáveis.



Modelos atômicos


Modelo atômico de Dálton.

O cientista inglês John Dálton, com base em inúmeras experiências, conseguiu provar cientificamente a ideia de átomo. Surgiu então a teoria atômica clássica da matéria. Segundo essa teoria, quando olhamos, por exemplo, para um grão de ferro, devemos imaginá-lo como sendo formado por um aglomerado de um número enorme de átomos de ferro.


Modelo Atômico de Thomson


O cientista Thomson propôs, em 1904, um novo modelo de átomo, formado por uma "pasta" positiva "recheada" por elétrons de carga negativa (por isso também chamado “pudim de passas”), o que garantia a carga elétrica neutra do modelo atômico. Com isso, começava-se a admitir a divisibilidade do á tomo e a reconhecer a natureza elétrica da matéria.







Modelo atômico de Thomson



O modelo atômico Rutherford


O cientista Rutherford fez uma experiência muito importante, que veio alterar e melhorar profundamente a visão do modelo atômico. A experiência dele foi o seguinte: um pedaço de metal que emitia partículas alfa (positivas) que atravessava um lâmina finíssima de ouro. Rutherford observou que a maioria das partículas alfa atravessa a lâmina de ouro como se fosse uma peneira; apenas algumas partículas desviavam ou até mesmo retrocediam.



Modelo da experiencia de Rutherford


Rutherford viu-se obrigado a admitir que a lâmina de ouro não era constituída por átomos maciços, como pensaram Dálton e Thomson.

Modelo atômico de Rutherford
Modelo Atômico Rutherford - Borh


O cientista Bohr ele reuniu algumas observações, experiências e teorias já existentes sobre os modelos atômicos, para aprimorar a explicação do modelo.

Bohr propôs o seguinte, enquanto o elétrons estiver girando na mesma órbita, ele não emite nem absorve energia, ao saltar de uma órbita para outra, o elétron emite ou absorve uma quantidade bem definida de energia, sendo assim, ao transitar de uma órbita mais externa para outra mais interna, o elétrons emite um quantum de energia, na forma de luz de cor bem definida ou outra radiação eletromagnéticas, como ultravioleta ou infravermelha.


Modelo atômico apresentado por Borh




Desenvolvimento da tabela periódica.

Surgiu através do cientista Mendeleev  ao qual sentiu a necessidade de organizar seus dados de Química Inorgânica e começou a colecionar todas as informações sobre os elementos conhecidos na época. Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede de seu laboratório, esse quebra-cabeça deu origem a uma Tabela na qual os elementos foram dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes. 

O nome "Tabela Periódica" é devido à periodicidade, ou seja, à repetição de propriedades, de intervalos em intervalos. 


Com esse esboço, podemos então concluir que a Tabela Periódica não foi simplesmente inventada, mas foi criada a partir de poucos elementos e da sua investigação, a partir daí foi sendo cada vez mais aperfeiçoada e completada com elementos que eram descobertos, e comparados aos que já existiam. 



Classificação dos elementos químicos na tabela periódica.


  Uma das formas em que os elementos químicos são classificados na Tabela Periódica é dividindo-os em cinco grupos de acordo com as suas propriedades físicas e químicas. A seguir, temos como é feita essa classificação em: hidrogênio, semimetais, ametais, gases nobres e metais.

Metais

Entre os metais mais importantes podemos citar: sódio, magnésio, alumínio, potássio, cálcio, cromo, cobre, ferro, níquel, zinco, prata, estanho, tugstênio, platina, ouro, mercúrio, chumbo, urânio, etc. 




     
Os metais geralmente são sólidos na temperatura padrão (25ºC), com alto ponto de fusão
Outra propriedade dos metais é que eles, geralmente, conduzem bem a eletricidade, ao contrário da maioria dos não-metais (carbono, na forma de grafite, é um não-metal que conduz bem a eletricidade). Também conduzem bem o calor.  

Não-Metais

A 25ºC, cerca da metade dos não-metais são gases. Com exceção do bromo, que é líquido, todos os demais são sólidos.



O oxigênio, o nitrogênio, o cloro e o flúor são não-metais gasosos; o carbono, o iodo, o fósforo, o enxofre, o selênio e o astato são não-metais sólidos.

Entre os não-metais, há o grupo dos halogênios: flúor, cloro, bromo, iodo e astato. Eles reagem com metais e formam sais. O sal comum, por exemplo, é formado pela combinação de cloro com sódio.

Gases Nobres

É formado pelos elementos hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio. 

Como mencionamos anteriormente, eles não se combinam com outros elementos para formar novas substâncias, embora a combinação possa ocorrer em condições especiais.


Hidrogênio

Por possuir características próprias, o hidrogênio não pode ser enquadrado em nenhum outro grupo. Ele é o elemento químico menos denso e mais abundante no universo (90%), está presente em muitas substâncias químicas existentes no planeta, entre elas a mais importante para os seres vivos: a água.




As famílias da tabela periódica e sua relação com as camadas dos átomos.

A Tabela Periódica apresenta sete colunas horizontais, portanto, sete períodos, que indicam a quantidade de níveis que um átomo de um elemento apresenta. Isso quer dizer que, quanto maior o número do período do elemento, maior será a quantidade de níveis que cada um dos átomos do elemento apresenta. Se um determinado elemento está posicionado no 5° Período da Tabela Periódica, por exemplo, quer dizer que cada um de seus átomos apresenta cinco níveis eletrônicos ou cinco camadas eletrônicas



Os grupos da tabela periódica são numerados de 1 a 18, antigamente numerados de 1 a 8, com subdivisões A e B dependendo se são elementos representativos ou de transição, respectivamente.


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